sábado, 23 de julho de 2016

Tânia Toko (Entrevista Exclusiva)

Poderia descrever Tânia Toko como a Neusão do "Ó Paí Ó", ou as Rosas, uma de "Malhação", outra da novela "Em Família" de Manoel Carlos. Poderia descrever Tânia Toko por suas peças de teatro, pelo espetáculo "No Busão". Mas Tânia Toko vai muito além dessas descrições. Tânia Toko é uma Baiana e atriz versátil, talentosa, é autora, é produtora, é uma mulher inteligente. Tânia Toko é aquela que teve Dina Sfat, Ruth de Souza e até uma imagem de Chaplin e o Garato como inspiração. Tânia Toko é uma mulher engajada em causas sociais que despertou a atenção do ator americano Danny Glover. Tânia Toko é aquela que inspirou Manoel Carlos escrever uma personagem especialmente pra ela, Tânia Toko.

Numa entrevista descontraída, o Portal Mundo Novelas teve a oportunidade de conhecer um pouco mais de Tânia Toko.


Mundo Novelas - Você acompanhou o ator norte-americano Danny Glover, durante os festejos juninos, em Salvador, formando uma marca na luta por terra e por igualdade racial na Bahia, junto a movimentos como o MST, Bloco Afro Ilê Aiyê, O Olodum, e a Sociedade Protetora dos Desvalidos, além de elevar os debates contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff. O que você acha do apoio de artistas e personalidades estrangeiras contra o golpe sofrido pela presidenta Dilma Rousseff? É uma vergonha o fato de muitos estrangeiros enxergar com maior clareza, até mesmo que muitos brasileiros, e se dedicar a combater o golpe armado contra nossa presidenta ou é uma satisfação poder contar com este apoio?

Tânia Toko - É de fundamental importância que nós, cidadãos, estejamos a par da política, contribuindo, participando, dando ideias, mesmo porque, é com o diálogo que chegamos a algum entendimento satisfatório. A contribuição de artistas nos ativismos mundiais se faz necessário na medida que trabalhamos e pensamos com a sensibilidade, com o humanismo, e é exatamente aí o que nos diferencia nessa luta, que são por ideais e desejo de dias melhores para todos nós. O apoio de artistas estrangeiros em relação ao que ocorre nesse momento no Brasil, certamente que nos dá alegria em saber que o que está sendo feito aqui enquanto militância tem voz no mundo, estão nos vendo e sabendo que aqui também existe luta.

Não concordo com a forma que depuseram a Presidenta do Governo, fui contra, porém, gostaria que todos os que estão envolvidos em corrupção, seja lá de que partido for, sejam punidos.

Tânia Toko e Danny Glover
MN- Em relação aos trabalhos sociais, ao lado de Danny Glover, na luta por terra e por igualdade racial na Bahia e à formação cultural dos brasileiros. Como foi essa experiência junto ao ator norte-americano? Como aconteceu esse encontro?

Tânia Toko - Fui convidada por um amigo a prestar serviços para a SEPROMI, para fazer parte do encontro com o ator, por saberem que também atuo nessa ará do social. A minha bandeira é a igualdade entre os homens, as mesmas oportunidades para todos: a casa, a terra, o pão no prato, etc.

Muito me honrou estar do lado desse ícone Mundial, e mais ainda por ele ser um ativista, do bem, preocupado com as mazelas sociais dos seus. Foi inesquecível.

MN- Você escreveu, dirigiu e atuou em"No Buzú", um espetáculo que fala do cotidiano das pessoas que utilizam o transporte público. Obviamente, é um texto bem próximo da classe C, que necessita pegar ônibus para o trabalho, escola, etc. convivendo com as mais diferentes formas de personalidades e driblando, em muitos casos, as precárias condições do serviço oferecido. O espetáculo retrata o cotidiano da grande maioria do povo brasileiro. No Buzú é uma comédia que levanta uma bandeira social? Você trouxe experiências pessoais para o espetáculo? Foi difícil realizá-lo? Você anda de ônibus?

Tânia Toko no espetáculo teatral "No Buzú"
Tânia Toko - Nú Buzú com certeza partiu de experiências pessoais. Usei muito transporte público para estudar, trabalhar, durante um longo período da minha vida. Como sou artista não conseguia deixar de observar o cotidiano do mesmo, os tipos, as conversa, etc.

Um coletivo é algo muito democrático, eis o porquê do meu interesse também, às vezes a pessoa não está nem a fim de conversar, no entanto ouve o que querem lhe dizer, e por aí vai.

Como quase tudo que faço tem um cunho social, o Buzú também vem com um discurso de alertas, emponderamentos, porém com muito humor e muita leveza sempre, é um trabalho com mil possibilidades. Existe há sete anos, e a cada temporada entra muita coisa nova,,,,é sucesso!

MN- O Rio de Janeiro e São Paulo é um deslumbre, não é!? Acho que todo ator quer chegar numa emissora nacional, principalmente numa Globo da vida!? É isto mesmo? Você tinha o desejo de chegar na Globo? Quando chegou, tudo isto lhe deslumbrou?

Tânia Toko - Uma vez me disseram que eu sou fora da curva e que isso era o que me diferenciava na multidão. E é isso mesmo. Sou bem assim! Acredito que todo ator quer ter seu trabalho reconhecido e respeitado. Quis sim que me reconhecessem e quis muito fazer sucesso com o meu talento, até mesmo chegar na Rede Globo, porém, não me deslumbrei e nem deslumbrarei por isso. Gosto muito de trabalhar, praticar o meu oficio, e quando se trata disso eu posso estar tanto na Rede Globo quanto num simples palco de teatro. Em ambos estarei muito feliz.

MN - Você demonstra ser uma pessoa segura, que não deixou o sucesso "subir a cabeça". E olha que você tem bagagem mais que suficiente para sair rebolando e empinando o nariz como muitos atores! Mais não faz. É isto mesmo? Como lida com a fama e como é sua relação com os fãs?

Tânia Toko - Obrigada. Vejo a fama como um alicerce para você manter a carreira viva. Venho de uma família onde a alegria e o bem querer estão acima dessas pequenas coisas que separam os seres humanos. Acho a vida bastante efêmera para perdas de tempo. Prefiro ser feliz, e diante desse contexto, o da felicidade, não cabe tolices.

Quanto à fama, penso que sei lidar. Se quis ser reconhecida pelas pessoas e que as mesmas apreciassem o meu trabalho, o mínimo a fazer é respeitá-las. Nada me custa ser gentil, dar um autógrafo e tirar uma foto, faz parte do que escolhi. Esse entendimento faz com que eu me dê super bem com os meus fãs! Acho que ser sincero e verdadeiro é o melhor caminho, e dessa forma você também cria limites, e daí te respeitam e te deixam a vontade onde você estiver.

MN - Aproveitando a pergunta anterior, em relação a não deixar a fama subir a cabeça, sabemos que no Rio de Janeiro, nossa Hollywood brasileira, tem muitos atores vítimas do estrelismo. Deixando claro que não são todos que agem assim! Como é sua relação com essas pessoas que se acham verdadeiras estrelas? Existem os atores que "se acham"? Existe um preconceito para quem vem do nordeste? Se sim, já tentaram lhe fazer sentir inferior?

Tânia Toko - Subir pra cabeça é coisa de ser humano, não só de ator. Isso é coisa de gente. Dê pequenos poderes a pessoas despreparadas e vaidosas, para ver o que acontece! E como existe todo tipo de índole e caráter, seja em qualquer área, sempre iremos nos deparar com algumas pedras no caminho, e o meu lema sempre foi retirá-las, mesmo porque, as pedras rolam e mudam de lugar. Assim é a vida!

Nós, artistas nordestinos e negros, sentimos, um pouco na pele, essa questão do vídeo estar centralizado no eixo Rio São Paulo, e que, nos pouco favorece, porém, os talentos que temos nas bandas de cá, a cada dia que passa se expressam mais, fazendo com que esse olhar esteja mudando, e a tendência é melhorar. Sou muito otimista.

MN - O que dizer do estrelismo de gente que cola na sombra dos atores, tipo: aqueles que trabalham nos bastidores e se acham "a bala que matou Odete Roitman!"? Muito desses – não são todos – além de explorar e tirar proveito de quem é realmente famoso, também são completamente sem noção. O que você acha dessas pessoas? Também já foi vítima de alguma?

Tânia Toko - Não sou de me intimidar com nada. Aceito as coisas como elas são, respeito as pessoas como um principio básico que aprendi com a minha família, e também aprendi com meus pais que, fale agora, resolva gora, mostre que se incomodou agora. Se deixar para depois, o tempo apagará os detalhes e não fará mais sentido questionar ou colocar cartas na mesa. Se não está bom para você, tenha essa consciência. Seja objetivo e se retire, e caso resolva ficar, lute com as armas do bem, sempre.

MN - A Bahia é uma referência fortíssima para arte brasileira. Um dos estados, um dos povos que mais representa nossa cultura! Só para exemplificar um pouquinho, temos: Jorge Amado, Castro Alves, João Gilberto, Raul Seixas, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, entre muitos outros. É tanta gente que podemos dizer que tudo nasceu mesmo na Bahia e foi migrando para outros estados. O samba nasceu na Bahia! O aché é baiano! Muitos atores nacionais vieram da Bahia, alguns até, ganharam fama internacional, como Wagner Moura. A Bahia investe em seus artistas ou é preciso se tornar famoso para ser reconhecido? A fama nacional acontece da Bahia para o Brasil ou é preciso chegar no Rio de Janeiro ou São Paulo, melhor dizer, chegar numa Globo, para que o artista ganhe o valor merecido? Pergunto isto, porque, infelizmente, alguns estados do nordeste não valorizam o artista nativo. Já vi artista precisar fazer uma novela na Globo, ou dar entrevista para o Jô, Fátima Bernardes e mostrar seu talento, pra só assim, seu estado lhe dar o real valor!

Tânia Toko - Temos a melhor escola de teatro do Brasil aqui em Salvador. Algumas Empresas e alguns políticos se interessam em apoiar os artistas da terra, porém esses apoios são tímidos. Os editais são poucos, o artista tem que migrar para o eixo por contas das oportunidades que são maiores, o que é de se lamentar, pois, mão de obra especializada temos aos montes no nosso Estado, o que falta é a oportunidade. Como em todo mercado de negócios, vão valorizar aquele produto que, de alguma forma, conseguiu se destacar, (somos produtos nessa industria globalizada) e quando isso acontece todos os olhos se voltarão. Eis o que acontece!

Tânia Toko como Neusão em "Ó Paí Ó"
MN - Levando em conta seu talento, toda referência cultural da Bahia facilitou para que sua carreira artística também ganhasse fama nacional?  "Ó Paí, Ó" foi o responsável em fazer você ganhar fama nacional? Como você chegou na Globo?

Tânia Toko - Certamente que Ó Paí Ó projetou a minha carreira. Já fazia teatro há vinte anos quando veio o sucesso expressivo.

Por vezes me cansava a falta de resposta ao meu trabalho. Lógico que essa referência cultural que intrinsecamente trago, me ajudou bastante. Devo muito a esse trabalho, que foi depurado durante anos até alcançar o êxito. Sou feliz e agradecida a deus por ter recebido as respostas. Fiz Cumpadre de Ogum e Dona Flor e seus dois maridos na década de 90 como figurante de luxo na Globo, aquele que tem uma fala (risos). E nesses momentos via e sentia que seria difícil, mas, a vontade sempre foi maior!

MN - A mídia, a TV, o cinema está valorizando cada vez mais o talento do ator negro. Hoje, vemos atores negros no posto de protagonistas de novelas, interpretando executivos, médicos, modelos, advogados, etc. Fato que, infelizmente, não aconteceu em décadas passadas. Antigamente, atores negros não apareciam em quase nenhuma novela, a não ser em novela de época, fazendo papeis de escravos ou em novelas contemporâneas, interpretando empregados. Não sei como foi tolerável esse preconceito descarado!? O que você acha do espaço do ator negro na dramaturgia brasileira da atualidade, principalmente na TV (novelas e séries) e no cinema?

Tânia Toko - Ainda acho restrito, porém, vejo que as oportunidades aumentaram, estão aí, e demorou muito para isso estar acontecendo. Todos os "ismos" que enfrentamos a cada dia, vem de uma colonização opressora, onde quiseram sempre calar as vozes negras.

Mas elas estão aí, não para incomodar e nem tampouco afrontar ninguém, elas estão aí simplesmente porque existem e querem um espaço de respeito e visibilidade dentro de uma sociedade que até os dias de hoje teima em ficar lá atrás, quando éramos tratados como coisa menor.

Alem de ser um pensamento antigo, cafona e caído, não condiz com o pensamento divino universal, onde se prega que a raça é humana. Tentemos então, até onde nos der força, desconstruir essa forma de ver, arcaica, e que só gera ódios, ressentimentos e conflitos. Eo pior é que, essa mancha, está mais viva do que nunca.

MN - A jornalista Maria Júlia Coutinho (a Maju) e as atrizes Sheron Menezzes e Thaís Araújo foram vítimas de preconceito racial na internet! É injustificável alguém cometer este tipo de crime, principalmente nos dias de hoje! O que você acha sobre este crime da internet? Você já foi vítima de preconceito dentro ou fora da internet?

Tânia Toko - Na época da escravatura o preconceito era escancarado. Hoje ele é velado, mas às vezes, se escancara ainda. O que nos mostra que houve um certo entendimento, porém, a essência do ódio pelo que é diferente aos olhos de quem vê está aí, vivo e latente.

Já sofri vários tipos de preconceitos, ora pela cor, pelo cabelo, por ser periférica, etc. Na internet nunca ocorreu nada.

Enquanto o ser humano achar que é melhor que o outro por uma questão de raça, crença, orientação sexual, ele estará fadado a viver nas trevas, um ser sem luz, infeliz. De verdade, tenho uma pena dessas pessoas, a ignorância, a estupidez, e a falta de amor ao seu próximo os torna cegos e ruins de essência.

Tânia Toko como Neusão em "Ó Paí Ó"
MN - Você viveu uma personagem homossexual, a Neusão da Rocha em "Ó Paí, Ó". A personagem é perfeita, repleta de trejeitos masculinos e foi quem lhe apresentou para o Brasil. Como foi a construção da Neusão? O que a personagem trouxe para você, Tania Toko? Você foi vítima de preconceito por viver a Neusão? O que você acha de pessoas como a Neusão, negra e homossexual com trejeitos masculinos?

Tânia Toko - Acho Neusão linda!!! A pesquisa foi demorada pois sou bem feminina. Levei um ano fazendo a peça e não achava que tava bom, que tava inteira. 

Demorou para eu acreditar nela, até que aconteceu, fiquei satisfeita, muita observação, pesquisa de campo.

O retorno dessa entrega a um personagem tem me trazido alegrias, trabalhos, respeito, reconhecimento, abre muitas portas para mim.

Agradeço a Márcio Meirelles e ao Bando por essa oportunidade. Até hoje muitos acham que sou homossexual! Isso e aqui, faz parte , lido bem com tudo isso, por respeitar a todos, independente de sexo, cor, religião.

Nada tenho a dizer de mulheres como Neusão, cada um é feliz do seu jeito. Respeitar sim, é o que devemos fazer sempre diante da escolha do outro. 

Vejo Neusão em varias mulheres, a força, a luta, a mãe de todos, aspectos que estão nas mulheres independente da sua orientação sexual, a vejo como uma mulher, uma linda e forte mulher.

MN - Antigamente o homossexual aparecia na TV, infelizmente, apenas como personagem caricato. Hoje, a TV, principalmente as novelas, estão empenhadas em mostrar personagens gays como são na realidade. Você tem propriedade para falar sobre o assunto, pois está na lista de atores, da atualidade, que viveram um homossexual. O que você acha do papel da arte em acabar com o preconceito racial e homofóbico? Os personagens gays da atualidade estão no caminho certo? Eles contribuem para o fim da homofobia?

Tânia Toko - Acho todas as iniciativas nesse sentido louváveis. Temos que acabar com a homofobia, vamos respeitar as escolhas dos outros, como cada um que viver, usar o seu corpo, os dogmas de alguns tentam sobrepujar os dogmas de outros.

Vivemos numa sociedade cheia de mentiras e falsos discursos. Todos, em suas vidas particulares, tem os seus segredos, isso tudo é muito chato, cansa só em falar, porém é necessário que discutamos ate esgotar. Não podemos perder a ternura, o amor salvará sempre, o caminho é esse mesmo, a nossa contribuição está mais do que provada e aprovada. Se não gosta, se não aceita, paciência, respeite! Não bata, não mate... Mais amor, menos ódio!

MN – Recentemente, o Papa Francisco declarou que a igreja e os cristãos devem pedir desculpas aos homossexuais. Logo a igreja, que sempre perseguiu e condenou homossexuais. Levando em conta seu empenho em causas sociais, o que você achou do pronunciamento do Papa?

Tânia Toko - Um visionário. Está tentando, de todas as formas, amenizar alguns danos e equívocos causados pela igreja católica. Sou muito temente a deus, porém, não fecho os meus olhos aos desmandos de alguns, dentro dessa instituição. Merecíamos um papo com todo esse amor que traz dentro de si, é ético e justo.

Tânia Toko na temporada 2012 de "Malhação"
MN - Você atuou na temporada 2012 de "Malhação", vivendo a cozinheira Rosa. Na trama, você criava um afilhado, Pilha, vivido por Peter Brandão. Na mesma época, na vida real, você também se tornou tutora de sua sobrinha. Como foi interpretar a Rosa levando em conta experiências pessoais?

Tânia Toko – Loucura!!! A malhação ocorreu num momento de turbilhão pessoal: durante as gravações perdi o meu sol, minha amada mãe, peguei uma sobrinha para criar, hoje minha linda filha, e fazia uma mulher sensível que criava um afilhado na TV. Muita coisa ao mesmo tempo. O que posso dizer é que sobrevivi (risos) e deus que me guarde na sua infinita bondade.

Tânia Toko como Rosa, nas duas fases da novela "Em Família", de Manoel Carlos
Tânia Toko em cena da novela "Em Família"
MN - Em 2014 você viveu outra Rosa; dessa vez na novela "Em Família". A personagem era braço direito da família de Helena (Julia Lemmertz). Como foi a experiência de viver uma personagem do universo de Manoel Carlos?

Tânia Toko - Um desafio na minha carreira. O Manoel escreveu a personagem para mim, eu não sabia disso. Na estreia da novela, ele me revelou! Fiquei muito emocionada e honrada, momento único, sensação de reconhecimento. Poderia morrer naquele momento, e estaria feliz, não pelo feito em si, mas, por ter inspirado um grande autor com a minha arte. Ele é lindo. Muito devo a esse homem gentil e sensível. Obrigada Manoel por me fazer acreditar que seria possível.

MN - Tania Toko é uma atriz versátil! Mas a atriz partiu de alguma referência? Você se inspirou em alguém? Você tem algum ídolo?

Tânia Toko - Desde pequena tinha um quadro do Chaplin e o garoto no meu quarto. Só em olhar eu me inspirava, e ainda nem tinha noção que seria atriz, simplesmente gostava dele, daquela imagem... Quando me apaixonei mesmo pelos folhetins tive a minha maior inspiração Dina Sfat, e depois veio A Ruth de Souza e me mostrou que também éramos boas nisso...São os meus ídolos.

MN - Qual a orientação que você dá pra quem quer seguir a carreira de ator (a)? Principalmente para quem quer fazer novelas e não mora no Rio ou São Paulo?

Tânia Toko - Se auto produza; leia, estude muito, viaje, vá onde estão as possibilidades, faça a coisa acontecer a contento, pratique muito, vá pago, vá de graça, faça permutas, mas vá, seja visto, seja lembrado, porém, não invada, não seja chato, tenha o pé no chão, seja educado, resiliente, e daí o que vier é só lucro.

Para mim a palavra humildade que tanto falam na nossa carreira e tento substituir sempre por respeito, todo o resto esta contido aí.

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