sexta-feira, 24 de junho de 2011

FATIMA FREIRE (ARTISTA)



Fátima Freire nasceu em 20 de julho de 1953, na cidade de Curitiba- Paraná. Atriz brasileira com uma vasta carreira e que nos presenteou com personagens memoráveis, tanto na TV, como no cinema e teatro, durante longos anos.



O amor pela arte, começou desde criança. Esperta, já colocava em prática suas aptidões artísticas, vez por outra cantando, dançando e recitando poesias, enquanto se exibia para a família. Logo começou a atuar em peças da escola, participando de teatro amador.



Filha do cientista com especialização em genética humana, Newton Freire Maia e Flávia Leite Neves Freire Maia.



Quando tinha 16 anos, seu pai foi convidado para trabalhar na OMS (Organização Mundial de Saúde), em Genebra na Suíça. Fátima se mudou com os pais para o país onde iniciou sua carreira de modelo fotográfico, chegando a ser capa da Revista Suíça Ilustré.



De volta ao Brasil um ano depois, em Curitiba fui convidada a trabalhar na TV Paranaense, Canal 12, onde apresentava o programa feminino "Elas por Elas", o telejornal esportivo Telegol e também fazia parte do júri do "Mário Vendramel Show".



“Até o ultimo Homem” foi sua primeira peça profissional em Curitiba, precisamente em 1972, apresentada no Teatro Guaira. A peça era do autor paranaense Éddy Franciosi. Nela descobriu o quanto amava estar num palco, o quanto representar era visceral,e que não poderia fazer outra coisa na vida, pois a felicidade estava ali, na arte de representar.



Aos 19 anos, depois de ter estreado profissionalmente em teatro em Curitiba, decidiu, com a cara e coragem e muitos sonhos mudar para o Rio de Janeiro, onde iniciou uma linha de Shows da TV Globo.

“As Luxúrias (1974)” foi sua primeira peça teatral no Rio de Janeiro. O texto era uma comédia, onde a fez diverti-se muito, ao lado do amigo Paulo Silvino.



Foi em 1975 que estreou sua carreira em novelas. Sua primeira novela foi “Cuca Legal”, através de um teste com o famoso e saudoso diretor Ziembinski. A novela era escrita por Marcos Rey, exibida às 19h na Globo, com direção de Oswaldo Loureiro, Gonzaga Blota e Jardel Mello. Sua personagem se chamava Elaine, uma secretária da companhia de aviação onde Mário Barroso (Francisco Cuoco) e Celso Maranhão (Hugo Carvana) trabalhavam. Era um papel pequeno no início, mas com o tempo foi crescendo e no final quase acaba com o galã vivido por Francisco Cuoco. A novela ainda contou com nomes como Yoná Magalhães, Suely Franco, Mário Lago, Rosamaria Murtinho, Elizângela, entre outros.



Conheceu o diretor Herval Rossano em “Cuca Legal” e após o término da novela, foi convidada para trabalhar em " Senhora", sob sua direção. Esta foi a primeira de uma serie de novelas que fariam juntos. Em sua maioria, novelas de época, adaptações de romances de sucesso da história da literatura brasileira, com produção da Rede Globo. No começo, inexperiente, chorava muito com as cobranças que Herval lhe fazia, mas com o tempo, viu que o diretor era enérgico porque queria o melhor e aprendeu muito com ele. “Senhora” foi uma adaptação de Gilberto Braga do romance de José de Alencar, exibida em 1976, às 18h na Globo. Sua personagem se chamava Adelaide Amaral.

“Trabalhar com ele foi uma escola! Herval era um diretor altamente talentoso, que tirava o máximo de seus atores! Obrigada, amigo!”

Fátima Freire



“O Feijão e o Sonho (1976)”, foi mais uma novela com direção de Herval Rossano. O texto era de Benedito Ruy Barbosa, adaptando o romance de Orígenes Lessa. Sua personagem se chamava Candinha.



“Dona Xepa (1977)” novamente num texto de Gilberto Braga e direção de Herval Rossano. Sua personagem era Heloísa e fez par romântico com Edwin Luise. A novela também foi exibida às 18h na Globo.



Em 1978, atuou na novela “Gina”, exibida às 18h, na Globo e estrelada por Christiane Torloni. Sua personagem era Zelinda, irmã de Gina (Christiane Torloni). A novela baseada no romance homônimo de Maria José Dupré, teve autoria de Rubens Ewald Filho, direção de Sérgio Mattar e supervisão de direção de Herval Rossano.

“Nesta novela vivi uma situação engraçada. Eu fazia a Zelinda, irmã de Cristiane,e a novela começava com a gente tendo uns 17 ou 18 anos e depois tinha uma passagem de tempo de 20 anos. Na época nós tínhamos por volta de 20, 22 anos e por mais que tentassem nos envelhecer, ficou muito falso. O pior é que tivemos que contracenar com nossos colegas que tinham a mesma idade que nós, fazendo seus pais. A Cristiane era mãe da Louise Cardoso e eu era mãe da minha querida amiga e irmã de coração Tetê Pritzl. Na hora de contracenar, quando ela falava "mamãe", tinhamos que segurar o riso, o que muitas vezes não conseguiamos. Era hilário!!! Mas nos divertíamos muito! “

Fátima Freire



A novela “Memórias de Amor”, outra novela de época exibida às 18h na Globo. Uma adaptação do romance “O Ateneu”, de Raul de Pompéia, com texto de Wilson Aguiar Filho, estrelada Por Sandra Bréa e Eduardo Tornaghi, com direção de Gracindo Jr e supervisão de Herval Rossano. Sua personagem se chamava Dora.



Em 1979, atuou na primeira versão de “Cabocla” para a TV. Novela de Benedito Ruy Barbosa, inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto com direção de Herval Rossano. Nesta novela, Fátima viveu a personagem Mariquinha, a mesma interpretada pela atriz Maria Flor, na segunda versão, produzida pela Globo em 2004.



Entre 22 de abril de 1980 a 9 de novembro de 1984, a Globo produziu o seriado “O Bem Amado”, através da novela de sucesso de Dias Gomes, que escreveu o original em 1973. Foram exatos cincos anos vivendo a personagem Tuca e trabalhando ao lado dos saudosos Paulo Gracindo, Carlos Eduardo Dolabella e Yara Cortês.



“A Gata Comeu ” foi à novela responsável em lhe presentear com o papel mais popular de toda carreira artística. Paula era a ciumenta noiva do Professor Fábio (Nuno Leal Maia), que tinha a temperamental Jô Penteado (Christiane Torloni) em seu caminho, na disputa do amor de Fábio. No decorrer da história, Paula acabava se apaixonando pelo ator Tony Duarte (Roberto Pirillo). A novela de Ivani Ribeiro, foi produzida pela Globo e exibida às 18h em idos de 1985, com direção de Herval Rossano.

"Não é a toa que A Gata se tornou um grande sucesso e é inesquecível e com uma enorme legião de fãs. Tem até site! Novela simples, romântica, humana, divertida! Que delícia foi fazer a Paula e contracenar com tanta gente legal! A Paula se tornou minha personagem mais marcante. Não há um dia em que alguém não me pergunte, aonde quer que eu vá: " Você não é a Paula da Gata Comeu?" Tem crianças que me chamam de tia Paula, não adiantando eu ter repetido várias vezes que meu nome é Fátima. Desisti! Para elas eu sou a Tia Paula!!!"

Fátima Freire



Em 1985, assinava contrato com a extinta Rede Manchete, para atuar na novela “Novo Amor”, de Manoel Carlos, que por sua vez, também iria trabalhar na emissora, depois de uma longa passagem na Globo. A novela contou com a direção de Herval Rossano, Jardel Mello e Denise Saraceni.

“Tudo ou Nada” foi outro trabalho na Rede Manchete. O folhetim inaugurava um novo horário de novelas na Rede Manchete, 19:00 horas. Levada ao ar de 15 de Setembro de 1986 a 21 de Março de 1987, era uma estória criativa, dinâmica e bem humorada, baseada no conto de fadas Cinderela. Novela de José Antônio de Souza e direção de David Grimberg e direção geral de Herval Rossano. Sua personagem se chamava Adriana Barroso."

Fátima Freire




“Olho por Olho (1988/89)” foi uma novela policial, produzida pela Rede Manchete. Nesta novela, Fátima viveu a personagem Suzy. O texto era de José Louzeiro e Geraldo Carneiro, baseado num argumento de Wilson Aguiar Filho, com direção de Marcos Schechtman, Tânia Lamarca, Ary Coslov e Atílio Riccó. A novela era estrelada por Mário Gomes e Renée de Vielmond. Na Rede Manchete, ainda atuou nas minisséries “Escrava Anastácia” e no programa jornalístico com teledramaturgia “Fronteiras do Desconhecido”, em 1990.

“Anos Rebeldes” foi uma minissérie de época, que falou do período da ditadura militar brasileira. A produção da Globo, foi escrita por Gilberto Braga, com direção de Dennis Carvalho. Sua personagem se chamava Idalina Quintanilha Rangel.



Em 1994, Fátima volta em grande estilo para às novelas da Globo, através de “Pátria Minha” de Gilberto Braga. A novela do horário nobre, teve direção de Dênis Carvalho, Alexandre Avancini, Ari Coslovi e Alberto Naar. Sua personagem se chamava Iracema.



Maria Clara foi sua personagem na novela “A Idade da Loba”, produzida pela Band em 1995, com texto de Regina Braga e direção de Jayme Monjardim, Marcos Schechtman e Luiz Armando Queiroz.



Em 1996, retornava a Globo, através da mini-novela “O Fim do Mundo”, escrita por Dias Gomes com direção de Paulo Ubiratan. Sua personagem se chamava Marieta.

"Em 1996, o querido e talentoso Dias Gomes, com quem eu já havia trabalhado em ' O Bem Amado por 5 anos e no teatro em " O Pagador de Promessas" , escreveu sua última novela. Era para ser uma mini série mas acabou entrando como uma mini novela das 20;00 horas na Globo, sendo transmitida de 6 de maio a 15 de Junho de 1996. A novela deixava no ar a seguinte questão: " O que aconteceria se o mundo acabasse amanhã?"

Fátima Freire



Depois de passar alguns anos sem atuar na TV, retorna a Globo através da novela “Sete Pecados (2007)”, escrita por Walcyr Carrasco. Nesta novela, Fátima viveu uma juíza, numa participação especial. Ainda no mesmo ano, atua na novelinha teen “Malhação”, vivendo uma perua em mais uma participação especial.



Na Record, atuou na novela “Promessas de Amor” da trilogia “Os Mutantes”, escrita por Tiago Santiago em 2009.



Em 2011, assina contrato com o SBT, para atuar na novela de época “Amor e Revolução”, que fala do período da ditadura militar brasileira. Seu papel é Lúcia Paixão, mãe da protagonista Maria Paixão (Graziela Schmitt) e casada com o jornalista Thiago Paixão (Mário Cardoso). O texto é de Tiago Santiago, Miguel Paiva e Renata Dias Gomes, com direção de Reynaldo Boury.



Ainda na TV, Participou de vários casos especiais, entre eles:

1-Roda viva da vida, na Globo em 1979;
2-Jorge um brasilleiro, na Globo em 1980;
3-Contatos Imediatos, na Globo em 1989;
4-Maria do cais, na Manchete em 1990
5-Escrava Anastacia- Manchete em 1990
6- Anos Rebeldes- Globo 1992
7-Vicio de Amar- Globo 2000

“Dos casos especiais e minisséries que fiz, o que mais me marcou foi "Maria do Cais" de Walcir Carrasco na Rede Manchete. Tive a oportunidade de interpretar um personagem bastante forte e rico em emoções e nuances. Eu fazia uma espírita pobre, mais velha e inescrupulosa, que ao receber o espírito de uma pomba gira, se transformava numa mulher sedutora. Este papel foi um desafio e eu amo desafios!”

Fátima Freire



No cimena, atuou em filmes como:

1979 - Paixão de Sertanejo
1977 - Ódio
1977 - Quem Matou Pacífico?
1975 - Quem Tem Medo de Lobisomem?
1975 - As Loucuras de um Sedutor
1974 - Motel
1973 - Aladim e a Lâmpada Maravilhosa (com Os Trapalhões)

“Infelizmente, fiz poucos filmes... gostaria de ter feito mais, mas filmes de qualidade!

Agora é que o Brasil voltou a fazer bons filmes pois , durante muitos anos , o cinema nacional era quase todo de comédias eróticas. “

Fátima Freire



Fátima Freire é a segunda filha do cientista Newton Freire Maia e de sua primeira mulher Flávia Leite Neves Freire Maia. Newton era filho de Belini Augusto Maia e de Maria Castorina Freire ("Castora"), neto materno de José Delmonte Freire e de Ana Elídia de Figueiredo e, por esta, bisneto dos primos José Borges de Figueiredo e Ana Felizarda de Figueiredo. Ana Felizarda era filha dos primos João batista de Figueiredo e de Ana Custódia Vilela, neta paterna de João Rodrigues de Figueiredo e de Felícia Cândida de Figueiredo, esta filha do Capitão-Mor José Álvares de Figueiredo - o fundador de Boa Esperança - e de Maria Vilela do Espírito Santo, esta neta da Ilhoa Júlia Maria da Caridade.

Fátima Freire é casada com Carlos Alberto Pinheiro (2º casamento) e têm dois filhos: Amanda e Carlos, e uma enteada: Bianca.

É prima de diversas personalidades, como: Antônio Aureliano Chaves de Mendonça, Danton Mello, Eduardo Carlos Figueiredo Ferraz, Ester de Figueiredo Ferraz, Geraldo Freire da Silva, José Carlos de Figueiredo Ferraz, Morvan Aloísio Acaiaba de Resende, Ricardo Gumbleton Daunt, Selton Mello e Wagner Tiso, dentre outros.




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Veja uma matéria, da Revista Amiga em maio de 1988, onde a atriz Fátima Freire mostrou sua casa.






"Eu acho que a gente não vira ator, a gente nasce ator. Esta vocação vem embutida nos nossos genes.

O ator é aquele que não se contenta em viver uma só vida, dentro dele há um vulcão explodindo de diferentes sentimentos, que tem que ser jorrados prá fora. Por isto ele precisa viver outras vidas, outras pessoas, outras experiências.

Quanto mais o personagem for diferente de nós, maior o desafio, maior o prazer !
Temos o lado criança muito apurado, ou melhor, há uma criança em nós que nunca cresceu, que quer brincar sempre.

... afinal, interpretar, é brincar de ser outras pessoas, é viver outras realidades.
E, o ator também é um exibicionista, um carente que quer ser amado e admirado ! Amado, muito amado acima de tudo !"


Fátima Freire




Fontes:
ARQUIVO MUNDO NOVELAS
Site da atriz Fátima Freire
Dramaturgia Brasileira
Wikipédia

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