domingo, 15 de agosto de 2010

TIETA (VAMOS RECORDAR)



O “VAMOS RECORDAR” faz uma viagem no tempo para relembrar a novela “Tieta”, outro fenômeno de audiência da Rede Globo, em 1989, protagonizado por Betty Faria e composto por um elenco estelar.









Ouça as músicas de "Tieta", enquanto recorda este sucesso:
"Tieta" estreou no dia 14 de agosto de 1989. Escrita por Aguinaldo Silva, com a colaboração de Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, baseado no original de Jorge Amado, de 1977. A direção foi de Reynaldo Boury, Ricardo Waddington e Luiz Fernando Carvalho e direção geral do saudoso Paulo Ubiratan. A novela teve seu ultimo capitulo exibido em 31 de março de 1990, num total de 197 capítulos.


Moça faceira com gosto de mel, derramando e encantando os homens sedentos de uma cidadezinha do interior da Bahia.

Pastava nas dunas a levar as cabras magrelas de seu pai, porque na verdade a única formosura era ela própria, a cabrita do agreste.

De tanto querer, acabou reinando nas dunas e conquistando de aventureiro até doutor que lhe ensinou o ipsilone duplo.


Ficou falada pela ignorância, foi vitima da humilhação de quem lhe colocou no mundo e lhe criou. Teve que renunciar sua vida e cair na estrada, indo inconscientemente de encontro ao seu universo.

Uma moça do interior, com desejos a frente de seu tempo, saiu menina e voltou mulher, dona da situação.


Voltou feita na vida, pessoa de posses e de prestígio na cidade que anos atrás lhe deu as costas. Se fazendo passar por doutora e dona da moral, tinha uma devassa ocultada em sua alma e em seus anseios. Mas a memória da grande mulher, na verdade, guardava cicatrizes de menina.

Voltou pra vingar, porém, mais uma vez, o amor renasceu e lhe mostrou mais obstáculos a enfrentar, desta vez protegida pela experiência de uma guerreira que sabe quando atacar. De aprendiz do desejo, virou mestre da paixão e vários corações desperdiçou e amou.

Transformou a vingança em desejo que a fez autoridade máxima, numa historia feita de beleza.

Todo esse encanto, há mais de vinte anos atrás.



Sérgio Teixeira




A novela seduziu os brasileiros com seu formato. Personagens encantaram uma época e criaram modismo com seus bordões e costumes do interior do nordeste. Um elenco de peso foi um dos pontos fundamentais para o grande sucesso dessa historia.



A jovem Tieta (Claudia Ohanna) é escorraçada da cidade pelo pai, o miserável Zé Esteves, irritado com o comportamento liberal da menina e influenciado pelas intrigas da outra filha, a invejosa Perpétua. Rejeitada e humilhada, Tieta vai para São Paulo, fugindo do conservadorismo da população da pequena cidade de Santana do Agreste, no nordeste brasileiro.


Vinte e cinco anos depois, Tieta (Betty Faria) reaparece rica e decidida a se vingar da família. No dia em que chega, encontra o comércio fechado por causa de uma missa que está sendo rezada em sua memória. Ela se apresenta na igreja e desfaz o mal entendido com muita ironia. Os que a condenaram na juventude passam então a cortejá-la, seja pela sua fortuna, pela exuberância de seus modos, ou pela prodigalidade.



A ousada Tieta altera a rotina de Santana do Agreste. Para chocar a família, ela aceita até mesmo o amor de seu sobrinho seminarista Ricardo(Cássio Gabus Mendes), filho da rancorosa Perpétua(Joana Fomm).


Ricardo foi incentivado por Perpetua a se tornar padre para satisfazer os desejos da mãe, desejos estes que foram contrariados com a volta de Tieta, justamente a irmã odiada e que despertou a paixão do próprio sobrinho.


Ricardo passa a sofrer provações por causa de seu relacionamento com Tieta. Aos olhos da cidade, Ricardo está completamente mudado. Ele vai passando pelas ruas, sob o olhar atento das pessoas, que o chamam de cabrito, assim como aconteceu com Tieta anos atrás, antes de ser expulsa da cidade. Ricardo acha que não há nada de errado com sua aparência, mas Osnar diz que ele provou o fruto proibido e agora é uma nova pessoa.



Tieta (Betty Faria) também se apaixonava por Osnar (José Mayer), típico homem do interior do nordeste, representante da figura máscula e viril. Juntos, viveram uma tórrida paixão até a heroína decidir ficar sozinha, abrindo mão do amor de Osnar, que encontrava a felicidade nos braços de Carol (Luiza Thomé).



Osnar (José Mayer) era um homem de figura máscula e caipira, que tinha a sedução correndo em suas veias. Foi uma válvula de escape de Tieta num momento que ela mais precisou. Apesar de seus encantos, num momento decisivo não conseguiu trancafiar o amor da experiente dama da paixão, porém, dilacerou corações em seu pequeno universo.



Como podemos esquecer uma personagem como Perpetua (Joana Fomm), a irmã beata de Tieta que a expulsou de casa. Tieta resolve se comunicar com a família, anos depois, enviando dinheiro sempre na data certa, durante anos, até resolver voltar 25 anos depois para perturbar a vida da irmã e ter um caso com seu filho Ricardo (Cássio Gabus Mendes), justo aquele que Perpétua sonhava em virar padre. Perpetua, apesar de má, era cômica e vilã incomum, porém com grande riqueza no universo de Aguinaldo Silva inspirado em Jorge Amado. Perpetua, sem duvida, foi uma das vilãs mais marcantes da TV. Mistura de perversidade e humor que marcou uma época.


Além da inveja que sentia por Tieta e de seu falso moralismo, Perpetua tinha um mistério guardado a sete chaves, dentro de uma caixa escondida em seu quarto. Por causa do grande amor que ela dizia sentir pelo finado marido chamado de “Major”. Alguns moradores de Santana do Agreste desconfiavam que ela mantinha o órgão do marido, empalhado e escondido dentro da caixa misteriosa.


Perpétua perde a visão assim que flagra o filho Ricardo, na cama com Tieta. A bruxa entra no quarto, sorrateira, vê o filho entre os lençóis e entra em parafuso. Resta saber se a falsa beata teve um trauma psicológico ao ver o sobrinho na cama com a própria tia, ou tudo não passa de fingimento para chantagear os amantes.


Joana Fomm fez de sua vilã Perpétua, uma personagem antológica, sempre com um guarda-chuva embaixo do braço e usando roupas pretas, um eterno luto para demonstrar a paixão pelo falecido Major, seu marido. Destaque para a cena do último capítulo, onde sua irmã Tieta (Betty Faria), a deixa careca, sem sua peruca, dentro da Igreja e mostra para todos que seus cabelos nunca foram naturais. E a cena com a revelação do que ela guardava dentro de sua caixa misteriosa até hoje está fixada no imaginário de todos.



Carmosina (Arlete Salles), foi mais uma personagem marcante da novela. Ela representou a doçura de uma senhora, quarentona, com desejos de mulher, porém, nunca havia experimentado o gosto do mais profundo amor de um homem. Isso a fazia se encher de sonhos e ilusões que só foram quebrados depois da volta de sua melhor amiga Tieta, que por trás de tudo lhe apresentou um homem que a despertou pro amor. Este homem foi o caminhoneiro Gladstone (Paulo José). Tieta, a grande deusa da paixão, era sua melhor amiga e a quem Carmosina sempre fora fiel.



Dona Milu (Mirian Pires), era uma senhora sabia e típica do interior nordestino. Faceira e astuta, trabalhava no único correio de Santana do Agreste e abria as cartas no bico da chaleira, onde ficava sabendo da vida de todos muito antes dos principais interessados. Apesar de suas façanhas, era mulher digna e justa.



Ascâneo (Reginaldo Faria) retornava a cidade com sonhos de trazer o progresso para uma região pouco avançada. Na cidade natal, conhecia a misteriosa Leonora (Lidia Brondi), uma bela moça, que era a suposta enteada de Tieta. Leonora, na verdade, estava se escondendo de um amor bandido, que a abusou no cabaré de Tieta, onde trabalhava como prostituta. A jovem mascarava a devassidão com leveza no olhar, omitindo seu passado para todos de Santana do Agreste. Não tardou para Leonora e Ascâneo se cruzarem e descobrirem-se apaixonados.



Helena (Françoise Forton) a ex esposa paranóica de Ascâneo (Reginaldo Faria), vinha para Santana do Agreste com o objetivo de atrapalhar o romance entre Ascâneo e Leonora (Lídia Brondi), decidida a recuperar o amor do ex marido.



Ascâneo não se conformava com o atraso que era Santana do Agreste. Para ter idéia, a luz da cidade era desligada, pontualmente todas as noites, deixando seus habitantes à luz de velas até amanhecer.


O relacionamento de Ascaneo e Leonora volta a ser o melhor possível, apesar do pequeno abalo que ele provoca quando pergunta a moça de onde vem tanta riqueza de Tieta.


Ascâneo se empenha para que Santana do Agreste tenha sua energia normalizada e com a chegada de Tieta, encontra a solução dos problemas. Com influencia política, Tieta consegue trazer a luz para a cidade abandonada.



Modesto Pires (Armando Bogus), era uma Figura importante em Santana do Agreste, mas que escondia seus desejos íntimos na figura de uma bela mulher. Casado, era integro na família e ordinário na paixão. Tinha sua amante chamada Carol (Luíza Thomé), onde a mantinha de tudo, porém, bem longe de sua esposa Aída (Bete Mendes). Com a amante também teve um filho.



Carol (Luiza Thomé), foi uma personagem com grande riqueza em seu contexto e que, praticamente apresentou a atriz na TV. Com certeza, mais uma personagem marcante desta novela. Carol foi a famosa amante de Modesto Pires que no final da novela, acabava nos braços de seu amor verdadeiro, Osnar (José Mayer).



Coronel Artur da Tapitinga (Ary Fontoura), um Senhor áspero, dono de uma personalidade forte e dominadora. Com suas rolinhas (belas moças que viviam sob seu domínio), desfrutava do poder em sua propriedade, mas se frustrou com uma rolinha rebelde, que se chamava Imaculada (Luciana Braga).



Imaculada (Luciana Braga), foi uma rolinha que criou asas e voou. Retrato da ingenuidade do sertão vindo de contraste com a coragem e ousadia de uma moça que sabia para onde ir. Por viver com a família em extrema miséria, foi vendida ao Coronel Artur pelos próprios pais, fato que a fez sofrer muito. Durante sua trajetória ela voou até os mais altos céus e conquistou os mais sonhados desejos. Imaculada conhecia o seminarista Ricardo (Cássio Gabus Mendes), por quem se apaixonava e tinha como um príncipe, fruto de um amor platônico que se tornava real no final da novela. Ricardo se tornava sua força maior para enfrentar o dominador Coronel.


Imaculada fica completamente desapontada assim que descobre que Ricardo, não tem nada a ver com o príncipe encantado que a salvará das garras do Coronel. Ela fica sabendo que Ricardo é seminarista e está comprometido com Deus. Ao tomar conhecimento disto, ela solta um grito de dor, dentro da igreja de Santana do Agreste, é desmaia. Mas muitas águas irão rolar.



Elisa (Tássia Camargo) era uma moça do interior, ingênua e cheia de sonhos no mundo das celebridades que até então, conhecidas pelas revistas de TV. Timóteo (Paulo Betty) era tudo que a reprimia, apesar de ser seu marido, também não a correspondia como esperava. Uma relação incompleta e incompreendida.



Tonha (Yoná Magalhães), foi outra personagem marcante da novela. Vitima do velho rabugento Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos) que interrompeu sua infância e a fez menina mulher.


Casada com Zé Esteves, ainda na flor da juventude, sua filha Elisa (Tássia Camargo) foi seu brinquedo marcante. Só conheceu a liberdade, anos mais tarde com a volta de sua protetora Tieta (Betty Faria) que lhe mostrou a vida e transformou seus sonhos em realidade.


Com a morte do marido Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), Tonha (Yoná Magalhães), madrasta de Tieta (Betty Faria), finalmente se vê livre para viver uma nova vida. Tieta é a figura fundamental para insentivar e patrocinar esta merecida mudança. Logo Tieta manda Tonha para São Paulo, ou seria melhor dizer: "Sum Paulo". Na famosa metrópole, a ingênua mulher do interior mudará completamente sua vida.


Tonha volta a Santana do Agreste totalmente repaginada: Uma Nova Mulher. Ela se envolve com Arturzinho (Marcos Paulo), o inescrupuloso filho do Coronel Artur da Tapitanga (Ary Fontoura) e seu antigo amor da juventude, com quem tem um romance tumultuado e com um final desagradável.


No fim de tudo, Tonha encontra o amor nos braços do forasteiro Rosalvo (Paulo César Grande).



Paulo César Grande e Simone Carvalho, interpretaram uma dupla de forasteiros, que trabalhavam para Artuzinho (Marcos Paulo). A personagem de Simone Carvalho, se chamava Bebê e também deixava-se seduzir pelos encantos do viril Osnar (José Mayer).



Zé Esteves (Sebastião Vascocelos), homem ignorante que expulsou sua filha Tieta de casa e da cidade onde morava, vindo depender dela, anos mais tarde, quando a mesma se tornara rica. Muitas vezes ficava de conchavo com a filha Perpétua (Joana Fomm), para poder tirar mais dinheiro de Tieta. Sempre humilhou a esposa Tonha (Yoná Magalhães).



Cirina (Rosane Gofman) e Amorzinho (Lilia Cabral), duas beatas cômicas, dominadas por Perpetua (Joana Fomm) que ainda por cima também reprimiam seus mais íntimos desejos em nome da moral e bons costumes de uma cidade sem identidade. Cinira e Amorzinho eram duas betas que escondia o fogo da paixão, em nome da moral e dos bons costumes de Santana do Agreste.



Zuleica Cinderela (Maria Helena Dias) e suas meninas da “Casa da luz vermelha”, vinha de contraste as beatas de Santana do Agreste. Mulher destemida, corajosa, difamada, mais com dignidade e excelência. Uma das poucas que tinha argumentos para se defender das malicias de Perpetua(Joana Fomm) e suas cúmplices Cinira (Rosane Gofman) e Amorzinho (Lília Cabral).



O casal Comandante Dário (Flávio Galvão) e sua esposa, Laura (Cláudia Alencar); formando um divertido triangulo amoroso com Silvana(Claudia Magno).


Comandante Dário também assume uma relação com Silvana, que é apaixonada por ele.


Outras figuras marcaram essa historia como a misteriosa Mulher de Branco, que durante longos capítulos, seduziu os homens que andavam solitários e perdidos nas noites de Santana do Agreste. A Mulher de Branco, era uma figura em forma de mulher, que escondia seu rosto num grande lençol branco incandescente e dona de grande mistério. Lenda viva de Santana do Agreste e objeto de desejo, escondido no inconsciente dos nativos.


Ao final de tudo, descobria-se que a dama misteriosa era na verdade Laura (Claudia Alencar), a esposa do aventureiro Comandante Dário (Flávio Galvão).



Bafo de bode (Benvindo Siqueira) foi mais uma figura marcante. Com seu deboche, através de um alcoolismo inocente e vitimado pelo descaso da vida, aproveitava de sua revolta cômica para se meter na vida de todos e expressar toda sua indignação. Numa ironia do destino, Bafo de Bode se converte ao protestantismo e trava um duelo com um pastor do mal, cheio de poderes paranormais, interpretado pelo ator Jorge Dória.



Destaque para a chegada do pastor trambiquero com poderes paranormais, interpretado pelo ator Jorge Dória e que fez a cabeça de muitos moradores de Santana do Agreste, para frequentarem sua igreja, contrariando os princípios católicos de Perpétua (Joana Fomm) e decretando guerra a beata. Jorge Dória fez uma participação especial, em alguns capítulos, mais o suficiente para marcar presença na novela.



Outra figura folclórica da novela foi Seu Jairo (Elias Gleiser) com sua marinete: único transporte até Mangue –seco, antes da volta de Ascaneo (Reginaldo Faria) e Tieta (Betty Faria). Seu Jairo chamava sua marinete, carinhosamente de “princesinha do agreste”. No final, seu Jairo encontrava o amor nos braços da beata fogosa Cinira (Rosane Gofman).



Não podemos esquecer do comerciante Chalita (Renato Consorte) , um turco que era dono de um bar, ponto de encontro de Amintas (Roberto Bonfim), Osnar (José Mayer), Timóteo (Paulo Betty) e Ascaneo (Reginaldo Faria).



Otávio Augusto (Marcolino Pitombo) e Ana Lúcia Torre (Juracy Pitombo) formaram um casal com desejo de novas experiências amorosas que só vieram aflorar nos momentos decisivos da novela. No começo, Juaracy era hipocondríaca.



O núcleo infantil e adolescente da novela foi composto por:
• Danton Mello - Peto (Cupertino)/ filho mais novo de Perpetua
• Renata Castro Barbosa – Letícia/ filha unica de Modesto Pires e Aída
• Jonatha Nogueira- Edmundo/ filho de Marcolino e Juracy
Entre outros



Na reta final, cada vez mais o cerco se fecha contra Tieta. Artusinho (Marcos Paulo) ameaça contar tudo o que descobriu sobre sua vida em São Paulo, onde ela é dona de um complexo de luxuosas casas de massagens.



Leonora não espera as ameaças de Artusinho e resolve contar seu passado para Ascâneo. Este, profundamente decepcionado, diz a Leonora que ela deve deixar Santana do Agreste para sempre. Completamente sem chão, Leonora, que em São Paulo tem o nome profissional de Sheila, tenta se afogar no mar, porém, é salva por Osnar.



Magoado, Ascâneo conta para o Coronel Artur que Mirko e Artusinho são a mesma pessoa.



Mirko/ Arturzinho (Marcos Paulo) que desde que chegou a Santana do Agreste só faz infernizar a vida dos moradores, é assassinado dentro da prefeitura. Os principais suspeitos do crime são Tieta (Betty Faria), Leonora (Lídia Brondi), Helena (Françoise Forton), Ascâneo (Reginaldo Faria) e o próprio Coronel Artur da Tapitanga (Ary Fontoura), que descobriu que o filho é o principal responsável pela morte de sua mulher.



Tonha tenta socorrer Artusinho (Mirko), que não resiste aos tiros e acaba morrendo misteriosamente assassinado.



Imaculada realiza seu maior desejo, casar com Ricardo. Ela, casa-se como uma verdadeira princesa, feliz ao lado de seu sonhado príncipe. Apaixonados, eles serão felizes para sempre, como num conto de fadas.



Osnar e Carol decidem ficar juntos e viver por toda vida, uma paixão. Ela se liberta de Modesto Pires de uma vez por todas. Ele percebe que não adianta investir no amor de Tieta, a dama da vida. Depois das conclusões, só resta a felicidade para o casal.



Depois da descoberta que sua amada Leonora era uma teúda e manteúda no passado, Ascâneo precisa de um tempo para por as ideias na cabeça. Passado o tempo, ele descobre que Leonora é seu verdadeiro amor, e decide abrir mão do preconceito para viver junto, pelo resto da vida, ao lado de sua amada.



Tieta, a dama das paixões, abre mão de Osnar e com a morte de Arturzinho e o sumiço de Perpetua, finalmente sente-se realizada. O sentimento de vingança pela cidade que a desprezou no passado, dá lugar a uma satisfação e respeito daqueles que a julgaram. Como uma ilustre representante de Santana do Agreste, adorada por todos, Tieta decide voltar para São Paulo, sozinha, porém vitoriosa e realizada.



Tieta povoa até hoje nosso imaginário por causa dos seus encantos e belezas. Tanto a personagem como toda novela em si, virou marca registrada em nossa mente. A personagem também se associou aos costumes litorâneos, é difícil não ir à praia, sem ao menos lembrar esta novela, mesmo que seja uma vez na vida. Sua fotografia, com belezas de cenários naturais, foi outro ponto forte para fazer o telespectador se apaixonar pela novela, além de desejar conhecer um lugar como Mangue Seco e suas praias com dunas paradisíacas.



A própria Tieta(Betty Faria) em si, causava impacto na novela, principalmente depois do retorno a Santana do Agreste, 25 anos depois e seu envolvimento com o sobrinho, Ricardo(Cássio Gabus Mendes) que era filho de Perpetua(Joana Fomm).



Cláudia Ohana deu vida à Tieta, na primeira fase da novela. Após ser expulsa da cidade, pelo pai, vinte e cinco anos depois, a personagem Tieta, de Betty Faria, voltava a Mangue Seco, junto à enteada Leonora (Lídia Brondi), na última cena do capítulo 18, no ar, em 2 de setembro de 1989, um sábado. E a partir de então, muitos acontecimentos e grandes reviravoltas, em Santana do Agreste.

Afastada da TV, desde a novela “AMOR COM AMOR SE PAGA”, de 1984; Claudia Ohanna voltava com grande ênfase num papel, que mesmo em apenas um capitulo, a lançaria novamente na TV. No ano seguinte, Claudia Ohanna voltava ao horário nobre, desta vez com papel fixo e de destaque na novela “RAINHA DA SUCATA”, sucessora de “TIETA”.



Tieta também foi uma novela com muitos personagens, todos marcantes, que se destacaram sem exceção. Desde o Coronel (Ary Fontoura) e suas rolinhas até a simples e fanática empregada de Perpetua (Joana Fomm).



Muitos foram os destaques da trama, como a doce as betas Cinira (Rosane Gofman) e Armorzinho (Lília Cabral); cúmplices de Perpétua em nome da moral de Santana do Agreste, quando na verdade escondia um fogo por baixo das saias. Carmosina (Arlete Salles), que vivia violando correspondências que chegavam no correio da cidade, como sua própria mãe, dona Milu (Mirian Pires), fazia no passado. Além de muitos outros personagens que ditaram moda através dos costumes.



Modesto Pires (Armando Bogus), que vivia pedindo para sua amante, Carol (Luiza Tomé), sentar no seu colo, em sua cama redonda.



O Coronel Artur da Tapitanga (Ary Fontoura) e suas rolinhas, incluindo
Imaculada (Luciana Braga), que se apaixonava por Ricardo (Cássio Gabus Mendes).



o irreverente bêbado Bafo de Bode (Benvindo Siqueira), que perseguia Perpetua (Joana Fomm) e ficava atento em todos acontecimentos da cidade.



Padre Mariano (Cláudio Correa e Castro) e suas divertidas beatas, Cinira (Rosane Gofman) e Amorzinho (Lília Cabral).



O romance da beata Amorzinho (Lília Cabral) e Amintas (Roberto Bonfin).



A fiel amizade dos quatro inseparáveis amigos, Osnar (José Mayer), Amintas (Roberto Bonfim), Ascânio (Reginaldo Faria) e Timóteo (Paulo Betti).



A novela trouxe bordões que o publico sentia falta desde “Roque Santeiro”. Bordões estes que mais uma vez inovaram com sua irreverência e conquistaram o gosto popular, entre eles, os melhores:

Eta Lelê- Tieta(Betty Faria)

Mistééério- Dona Milú(Mirian Pires)

Upa LÁ Lá- Modesto Pires(Armando Bogus, quando sentava Carol(Luiza Thomé) em seu colo e dava galopadas)


É nos trinques- Timóteo Dalambert(Paulo Betty)

Teuda e Manteuda- Perpétua(Joana Fomm, quando se referia as mulheres da casa da luz vermelha)

Sua Quenga- Perpétua(Joana Fomm, usado pra xingar Tieta(Betty Faria)

Tribufú (muito usado por varios personagens)

Salve Aleluia, salve!!!- empregada de Perpétua



Após formar um par romântico na novela Vale Tudo, e se acertarem fora de cena, Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes voltariam a se cruzar, mas com histórias diferentes. Leonora se envolvia com Ascânio (Reginaldo Faria), enquanto Ricardo, com Tieta (Betty Faria). Lídia e Cássio, fariam novamente um par romântico, em “Meu Bem, Meu Mal”, de 1991, última novela da atriz.



A modelo Isadora Ribeiro, que estrelou a abertura da novela, produzida por Hans Donner (seu marido na época), fez sua primeira atuação em novela, através de uma pontinha no ultimo capitulo de “Tieta”. Isadora Ribeiro viveu a nova amante de Modesto Pires (Armando Bogus), numa cena antológica, sentada no colo do ator.



Não podemos esquecer a ilustre participação da transex Rogéria, vivendo Ninete, uma ninfeta do Cabaré de Madame Antoniete em São Paulo. Ninete, chega a Santana do Agreste, se fazendo passar por uma mulher de verdade e secretaria de Tieta, sendo esta e Leonora (Lidia Brondi) as únicas conhecedoras de sua condição sexual. Destaque para a cena que Ninete bebe um conhaque no botequim de Chalita (Renato Consorte) e se irrita com as cantadas de Amintas(Roberto Bonfim), até dá um soco na cara dele e dizer que se chama Waldemar, para surpresa maior de Osnar(José Mayer), Cinira (Rosane Gofman) e Perpétua (Joana Fomm) que surpresa diz: “ela é homem!”.


A voz de Iara Jamra ficou muito famosa na novela. Ela era que apresentava o programa de rádio Dicas de Assuntinha Ferreira, programa que Elisa, irmã de Tieta (Betty Faria), ouvia todos os dias, em seu radinho de pilha e que chegava a falar com o próprio radio.



Tássia Camargo fez de sua sonhadora Elisa, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de dezembro de 1989.



A novela teve problemas com a Justiça e com a Igreja Católica, pois estas consideraram a relação entre tia e sobrinho um afronta.



A fotografia da novela também ajudou a melhorar o turismo no nordeste, principalmente na Bahia e no Rio Grande do Norte. As dunas de Mangue Seco (BA) viraram ponto de referencia até hoje, por causa do sucesso da novela.



A fictícia Santana do Agreste era composta por 46 prédios, 2 igrejas, 8 ruas, 2 praças, um circo abandonado e 15 ruínas. Tudo foi construído numa área de 10.000m², em Guaratiba, no Rio de Janeiro. Destacou-se a reprodução do calçamento das ruas de Laranjeiras (SE), feita em fibra de vidro por artesãos de Sergipe. A produção de arte levou para o Rio de Janeiro objetos e santos sergipanos.


Tieta também trouxe uma trilha sonora memorável com vários interpretes e composições belíssimas que caíram no gosto popular e nas paradas do sucesso. A novela ainda teve uma segunda trilha sonora nacional, assim como em “Roque Santeiro” que seguia o mesmo estilo de novela rural cômica. Em 1994, a novela voltava a ser exibida, desta vez na sessão “VALE A PENA VER DE NOVO” e sua trilha sonora foi relançada incluindo as melhores musicas das duas trilhas da novela. A capa era a mesma da trilha 2, com a foto de Betty Faria. A própria musica de abertura: Tiera na voz do cantor Luiz Caldas, virou uma febre nacional. Outras que conseguiram grande destaque foram: Meia Lua Inteira com Caetano Veloso, Tudo que se quer com Emílio Santiago, No Rancho Fundo com Chirãozinho & Xororó, Paixão Antiga na voz de Tim Maia, Amor Escondido na voz de Fagner, Coração do Agreste com Fafá de Belém, Tenha Calma com Maria Bethania, Imaculada com Elba Ramalho e Uma Nova Mulher na voz de Simone.


Trilha Sonora Nacional 1

1. Meia Lua Inteira - Caetano Veloso
2. Tudo o Que se Quer (All I Ask of You) - Emílio Santiago e Verônica Sabino
3. No Rancho Fundo - Chitãozinho & Xororó
4. Paixão Antiga - Tim Maia
5. Paixão de Beata (Neném de Mulher) - Pinto do Acordeon
6. Tieta - Luiz Caldas (tema de abertura)
7. Segredos da Noite - Instrumental
8. Coração do Agreste - Fafá de Belém
9. Eu e Você - José Augusto
10. Cadê o Meu Amor - Quinteto Violado
11. Amor Escondido - Fagner
12. Por Você, com Você - Guilherme Arantes
13. Tenha Calma - Maria Bethânia
14. Imaculada – Instrumental



Trilha Sonora Nacional 2


1. Imaculada - Elba Ramalho
2. Uma Nova Mulher - Simone
3. Dancei - Martinho da Vila
4. Alguém me Disse - Gal Costa
5. A Lua e o Mar - Moraes Moreira e Pepeu Gomes
6. Água na Boca - 3 do Nordeste
7. Urbana - Ary Sperling
8. Luar do Sertão - Roberta Miranda
9. Indo e Vindo (One for the Road) - Paulo Ricardo
10. Vem Morena - Nana Caymmi
11. Doida Pra te Amar - Nando Cordel com participação especial de Amelinha
12. Sinceridade (Sinceridad) - João Bosco
13. Toucan's Dance - Sérgio Mendes
14. O Comandante (Star Spangled Banner)/O Bêbado - Banda de Santana do Agreste


ROMANCE E CINEMA



Jorge Amado sempre foi um recordista de venda nos romances que escreveu. Muitos deles, viraram novelas, filmes e peças de teatro. Na TV, Jorge Amado teve obras adaptadas como “Gabriela” imortalizada por Sônia Braga em 1975, “Tereza Batista” apresentando a pernambucana Patrícia França para a TV em 1992 e “Tieta”, adaptada por Aguinaldo Silva em 1989, estrelada por Betty Faria e tornando-se um grande sucesso.


Depois do sucesso da novela, o romance “Tieta do Agreste” teve uma nova edição, pela Editora Record.



Tieta também se tornou filme em 1996, estrelado por Sônia Braga, além de Marília Pêra vivendo Perpétua, Patrícia França como Tieta jovem e Imaculada, Claudia Abreu como Leonora e Chico Anísio como Zé Esteves. A direção foi de Cacá Diegues.


ABERTURA DA NOVELA
A abertura da novela, inovadora de certo modo para a época, mesclava elementos da natureza com a beleza feminina, representada pela modelo Isadora Ribeiro. Hans Donner e a sua equipe fotografaram o litoral de Mangue Seco, no norte da Bahia. As fotos eram projetadas no fundo da cena, e Isadora aparecia em primeiro plano, nua e coberta pela sombra. Através de recursos de computação gráfica, coordenados pelo especialista José Dias, vários elementos da natureza, como pedras, árvores e folhas, davam forma ao corpo da modelo. No final da abertura aparecia o logotipo, que era o nome da protagonista, Tieta, escrito na areia. O processo foi gravado em estúdio, num tanque iluminado artificialmente para mostrar a idéia da claridade da luz do sol. Foram desenhados mais de mil figurinos para a novela. Íris Gomes da Costa pesquisou expressões citadas na obra de Jorge Amado e termos coloquiais da região, para que as personagens falassem com sotaque e utilizassem o vocabulário nordestino.




Novela de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares
Baseada no romance Tieta do Agreste de Jorge Amado
Direção de Reynaldo Boury, Ricardo Waddington e Luís Fernando Carvalho
Direção geral de Paulo Ubiratan



Com

BETTY FARIA - Tieta
JOSÉ MAYER - Osnar
JOANA FOMM - Perpétua
REGINALDO FARIA - Ascânio
LÍDIA BRONDI - Leonora
YONÁ MAGALHÃES - Tonha
MARCOS PAULO - Arturzinho (Mirko Stephano)
ARLETE SALLES - Carmosina
PAULO JOSÉ - Gladstone
CÁSSIO GABUS MENDES - Ricardo
LUCIANA BRAGA - Imaculada
ARY FONTOURA - Coronel Artur da Tapitanga
PAULO BETTI - Timóteo
TÁSSIA CAMARGO - Elisa
LUIZA TOMÉ - Carol
ARMANDO BÓGUS - Modesto Pires
BETE MENDES - Aída
MIRIAN PIRES - Dona Milú
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO - Padre Mariano
LÍLIA CABRAL - Amorzinho
ROSANE GOFMAN - Cinira
ROBERTO BOMFIM - Amintas
SEBASTIÃO VASCONCELOS - Zé Esteves
FLÁVIO GALVÃO - Comandante Dário
CLÁUDIA ALENCAR - Laura
CLÁUDIA MAGNO - Silvana
OTÁVIO AUGUSTO - Marcolino Pitombo
ANA LÚCIA TÔRRE - Juraci
ELIAS GLEIZER - Jairo
RENATO CONSORTE - Chalita
BENVINDO SIQUEIRA - Bafo de Bode
FRANÇOISE FORTON - Helena
SIMONE CARVALHO - Bebê
PAULO CÉSAR GRANDE - Rosalvo
CRISTINA GALVÃO - Filó
PAULO NIGRI - Cosme
CIDINHA MILAN - Cora
ANDRÉA PAOLA - Araci
DANTON MELLO - Peto
RENATA CASTRO BARBOSA - Letícia
CHAGUINHA - Pirica
ROBERTO FROTA - Leôncio
MARIA HELENA DIAS - Zuleica Cinderela
LIANA DUVAL - Rafa
ÊNIO SANTOS - Terto
GUGA COELHO - Bentinho
EDUARDO CARDOSO - Sabino
JONATHAN NOGUEIRA - Edmundo
EVANDRO LEANDRO - Tapizomba
Nevinha
TEREZA CRISTINA - Doroti
SÔNIA BARBOSA - Manon
Marilú


As Rolinhas do Coronel Artur da Tapitanga
PATRÍCIA ALENCAR - Rosinha
SUZANNE SEIXAS - Maria do Céu
ROSANA SALLES - Dezinha
LUCIANA CAMPOS - Coralina
MARIA DE MÉDICIS - Ritinha
CONCY MADURO - Jussanã


1ª fase
CLÁUDIA OHANA - Tieta
HERSON CAPRI - Lucas
JOSÉ DE ABREU - Mascate
JOSÉ LEWGOY - Leovigildo
ADRIANA CANABRAVA - Perpétua
INGRA LIBERATO - Tonha
THAÍS DE CAMPOS - Carmosina
MARCOS WINTER - Osnar
EDSON FIESCHI - Ascânio
LEONARDO BRÍCIO - Amintas
ROBERTO REGO PINHEIRO
CHRISTIAN ESPOSITO


Participações especiais

IARA JAMRA - Assuntinha Ferreira
ROGÉRIA - Ninete (Valdemar)
MIGUEL FALABELLA - Miguel
CARLOS ZARA - executivo da Brastânio
JORGE DÓRIA - Pastor Hilário
GERMANO FILHO - Jarde
MARIA ISABEL DE LIZANDRA - corretora que fez um seguro para Tieta onde os sobrinhos eram os beneficiários
MARÍLIA BARBOSA - Cláudia Bruno (secretária da Brastânio)
PAULO RESENDE - Bento


e
TARCÍSIO MEIRA,
PEPEU GOMES
e MORAES MOREIRA como eles mesmos

2 comentários :

Srta de Evora disse...

ESTA NOVELA MARCOU A MINHA VIDA
--

walter augusto rosa malerba disse...

Tieta, juntamente com Roque Santeiro e A Indomada, são a santíssima trindade da dramaturgia televisiva brasileira, as 3 melhores novelas de todos os tempos, com muito humor, uma trama envolvente, atores incríveis e cenkários maravilhosos. É por essas 3 que se percebe pra sempre que o Brasil é o melhor fabricante de novelas do mundo!

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