sexta-feira, 14 de maio de 2010

VIVER A VIDA, ULTIMO CAPITULO


Viver a Vida chegou ao fim e está marcada pela pior audiência de novelas das oito da Rede Globo. Mas como isto acontece com uma novela que está na boca do povo e que tem requisitos mais que suficientes para um bom folhetim, mesmo que não se distinga muito de outras novelas do Manoel Carlos?! Esta discrepância na audiência de Viver a Vida é explicável! Seus números baixos no IBOP não querem dizer, necessariamente, que a novela deixou de conquistar a simpatia do telespectador, nem que faltou criatividade no enredo, tão pouco que deixou de ser vista por muitos. É sabido que a internet e outros meios de comunicação decorrentes do avanço da tecnologia, são os responsáveis pela queda de audiência da TV, indicando que as pessoas que deixam de assistir uma novela, ou determinado programa na TV estão assistindo os mesmo pela internet ou celular. Isto é chamado de disseminação das novas plataformas da mídia. Hoje em dia, é possível assistir os capítulos de uma novela, telejornal, programas da TV pela própria internet, pelo site da própria Globo, além, é claro, do YouTube. Muitos, deixam para assistir os capítulos da novela no YouTube, ou por encontrarem um melhor horário, ou por ter perdido o capítulo no dia anterior etc. Com a popularização de aparelhos celulares com captação de sinal de TV, fica mais difícil de se comprovar a real abrangência das atrações televisivas.
O IBOP, único que faz medição no Brasil, ainda não possui um método próprio para contabilizar o desempenho dos programas sem que se leve em conta a plataforma em que estão sendo exibidos. O recurso, ainda em estudo pelo instituto, já é realidade nos Estados Unidos, onde a medição fica a cargo da Nielsen.

Então por essas e outras, Viver a Vida é sucesso sim e deve ser reconhecida como mais um grande folhetim das oito na Globo. Com seu perfil em aproximar-se bem da realidade humana, Manoel Carlos nos trouxe histórias de vida, de fé, de coragem e de amor. A personagem Luciana amadurecia depois que era vítima de um acidente que a deixou paraplégica e mostrou muito bem a rotina de uma cadeirante e suas dificuldades em combater o preconceito, além das condições precárias de infra-estrutura que um paraplégico passa em nosso país. Ao mesmo tempo, Luciana adquiria grande força de vida e mostrava para todos que uma deficiente física também pode e deve ser feliz, ter uma vida mais próxima do normal superando os obstáculos, se profissionalizando e conquistando um grande amor como Jorge(Mateus Solano). Mais uma vez, Aline Moraes comprovou seu enorme talento, interpretando perfeitamente esta personagem, trazendo emoção e esperança para todos.

Taís Araújo teve a missão dupla de eternizar uma protagonista famosa do maneco: a atriz deu vida a oitava Helena, além de fazer a primeira Helena negra, protagonizando uma novela do horário nobre global. Manoel Carlos, antes da estréia da novela, havia comunicado que não levaria em conta se sua próxima Helena fosse uma negra ou não. O que haveria mesmo, seria as emoções, frustrações, desejos, sentimentos estes, presentes em qualquer mulher, independente da raça e foi o que houve com a Helena(Taís Araújo). O publico, principalmente as mulheres, embarcaram nas experiencias de vida da personagem, sua carreira de modelo, seu desejo de ser mãe, seus conflitos com Tereza(Lília Cabral) e desilusões amorosas com Marcos(José Mayer) até conhecer o verdadeiro amor nos braços de Bruno(Thiago Lacerda).

Lília Cabral, é outra atriz de primeira grandeza que brilhou com maestria. Tereza parecia uma mulher rancorosa, trocada pelo ex marido, por uma mulher mais nova. No decorrer da história, ela mostrou que era uma mulher determinada e inteligente; com facilidade de superar uma derrota e de conquistar grandes vitorias, tanto, que no final, acabara de reconquistar o próprio ex marido sedutor que sempre amou, sabendo que mesmo indiferente, ele sempre necessitou da ajuda dela.

José Mayer ainda mostrou que está com toda pinta de galã sedutor e conquistador de muitas personagens do maneco. Como de habito, o ator veio com mais uma personagem com numero recorde em envolvimentos com varias mulheres da trama. O milionário Marcos Ribeiro adorava modelos, chegando, no passado, a gerar um filho fruto de uma relação extraconjugal.

Rivalidade entre irmãos gêmeos, sempre foi um perfeito atrativo para o imaginário dos autores em suas novelas e do telespectador também. Videm Ruth e Raquel (Glória Pires em Mulheres de Areia- 1993), Vivi e Fernanda (Christiane Torloni em Cara & Coroa- 1995/1996), Paula e Tais (Alessandra Negrini em Paraíso Tropical- 2007). Em Viver a Vida não foi diferente, os gêmeos Miguel e Jorge foram mais uma grande atração da novela e o publico vibrou com suas rivalidades. Mateus Solano tão bem interpretou os dois papeis mostrando sua versatilidade como ator.
Viver a Vida apresentou atores que se destacaram com suas personagens na novela, como: Adriana Birolli interpretando a temperamental Isabel, Marcelo Airoldi fazendo o volúvel Gustavo, Mario Jose Paz como o apaixonado e dedicado argentino Maradonna, Paloma Bernadi fazendo a doce e meiga Mia e Aparecida Petrowky com a rebelde Sandrinha que no decorrer da história foi se regenerando.

Uma atriz que, sem sombra de dúvida marcou muito com sua personagem, mostrando todo seu talento precoce e virando marca registrada da novela, foi Klara Castanho interpretando a esperta Rafaela. A garota é muito talentosa e está pronta pra tudo. Difícil foram as criticas negativas contra o perfil da sua personagem, chegando a haver ameaças do Ministério Publico para que tirassem a personagem da história. Mas a experiencia de Manoel Carlos pesou muito nisto tudo e o autor soube muito bem conduzir os rumos da personagem, mostrando que estavam fazendo tempestade num copo d'água, deixando assim, que Klara Castanho concluísse muito bem o seu papel na novela.
Mais uma vez, Giovana Antonelli voltava as telenovelas com uma personagem marcante, como foi com Dora, uma mulher cheia de aventuras e atropelos na vida. Neste mesmo núcleo, ainda tinha a rotina famílias comum e humilde, com seus problemas e conflitos, mostrando as personagens Maradonna(Mario Jose Paz), Onofre(Claudio Jaborandy), Flávio(Leonardo Miggiorin) e a espevitada Soraia(Nanda Costa).

Barbara Paz mostrou o drama da anorexia alcoólica através de sua personagem Renata e o combate, superação e cura da doença até sua volta por cima na carreira de modelo, tendo direito a um novo amor nos braços do também modelo Felipe(Rodrigo Hilbert). Viver a Vida foi a primeira novela da atriz na Rede Globo, que antes era a estrela de novelas do SBT.

Manoel Carlos nos presenteou com a volta de grandes atrizes que estavam afastadas da TV a muitos anos, como: Sandra Barsotti e Lolita Rodrigues. A atriz Gisele Reimann, que estava afastada da Rede Globo desde a novela “Sonho Meu(1993/1994) e uma breve participação em Malhação em 2006, voltava em Viver a Vida numa participação de destaque, mostrando a luta de uma mulher contra o câncer.

Fizeram parte deste dramalhão de primeira nomes como: Natália do Valle, Maria Luiza Mendonça, Letícia Spiller, Camila Morgado, Daniele Suzuki, Max Fercondini, Christine Fernandes, Rodrigo Hilbert, Cecília Dassi entre outros. Como vocês podem notar, a maioria das personagens do maneco, são mulheres e é mesmo para elas que ele escreve e muito bem por sinal.

Sérgio Teixeira e César Negrão no Projac, ao lado do amigo Claudio Jaborandy, um dos destaque da novela “Viver a Vida” e intérprete do amargo Onofre. Mais um excelente ator e uma ótima pessoa que não tem nada a ver com sua personagem.

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